terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ah como eu odeio repetir meus erros!

Aí vem você
Com o seu sorriso virtual
de um louco que não sabe o que passou

Ou de um filhodaputa que não está nem aí.

Ah, eu já vi esse filme.

E vem você e puxa assuntos.
E eu titubeio.
E fica o silêncio.
E passam-se as horas.

E eu estremeço e vou lá tentar conversar.
Você diz que tem que ir.
E eu lembro quantas vezes já me ferrei com essa minha impaciência.

E você saí.
Ou se distrai.
Não sei bem o que é verdade.

Aliás, vindo de você, nem sei se algo é verdade.

De concreta só a mordida que tu me deu no pescoço.
O resto acho que foi imaginação.
E uma boa dose de filhadaputisse disfarçada de sinceridade.

Não sei se você é estúpido ou ridículo.
E daí? Que diferença faz?

Eu odeio você e seus discursos que pretendem ser convincentes.
Odeio os confetes que te joguei, mesmo quando não merecias, na vontade de te fazer se sentir melhor.
Odeio tua falta de vergonha na cara e odeio teu riso covarde.

Mas o que eu mais odeio mesmo...é ainda não ter dado um fim nessa história.

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