segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

De volta

Voltei ao velho modo de ser eu
Uns copos pra lá
Um grupo de amigos pra cá
Músicas de violão e breves paixões por bateristas com olhos de gatinho.

Nada mais característico!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Quem sois? Sou eu?

Nesse vazio que se confunde
entre o teu silêncio e o meu copo de cerveja
Há um abismo
capaz de resgatar temores.

Digo meia frase
buscando alguma emoção

Você
Meu último resquício de um coração batendo mais forte
Você
Já nem posso chamar de paixão
Mas é algo entre a falta de assunto e o medo das obrigações.

Te digo uma frase de efeito
e provo o veneno
delas não mais te ofuscarem

Saudade de quando meus textos te deixavam em êxtase
E suplicavas pela minha companhia

Era bom te deixar esperando
Mas melhor mesmo seria estar com você.

Não sei o que busco com esses riscos frouxos
Se nem sei quem sou.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Do que você sabe?

Será que você me lê?

Tenho dúvidas se você conhece aqui.

Já te mandei dois escritos meus

Será que foi pesquisá-los?

Eu o faria.

Mas talvez seja mania de professora.

De repente você apenas sentiu-os.

Se bem que, sentir não é bem coisa de economista

Se eu acreditasse em signos, lembraria que você é pisciano

Mas sou cética o suficiente para não crê-los e subjetiva o bastante para buscar similaridades.

Já nos abandonamos tantas vezes.

Mas a gente sempre volta.

Volta a se falar, a comentar, a brigar pelo que passou

Voltamos no tempo. Eu volto na dúvida.

Duvido se você quer, se eu desejo, se devemos chegar a algum lugar.

E agora, não sei mais o que te dizer, arrogante que me ganha..

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ah como eu odeio repetir meus erros!

Aí vem você
Com o seu sorriso virtual
de um louco que não sabe o que passou

Ou de um filhodaputa que não está nem aí.

Ah, eu já vi esse filme.

E vem você e puxa assuntos.
E eu titubeio.
E fica o silêncio.
E passam-se as horas.

E eu estremeço e vou lá tentar conversar.
Você diz que tem que ir.
E eu lembro quantas vezes já me ferrei com essa minha impaciência.

E você saí.
Ou se distrai.
Não sei bem o que é verdade.

Aliás, vindo de você, nem sei se algo é verdade.

De concreta só a mordida que tu me deu no pescoço.
O resto acho que foi imaginação.
E uma boa dose de filhadaputisse disfarçada de sinceridade.

Não sei se você é estúpido ou ridículo.
E daí? Que diferença faz?

Eu odeio você e seus discursos que pretendem ser convincentes.
Odeio os confetes que te joguei, mesmo quando não merecias, na vontade de te fazer se sentir melhor.
Odeio tua falta de vergonha na cara e odeio teu riso covarde.

Mas o que eu mais odeio mesmo...é ainda não ter dado um fim nessa história.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ele, o tempo, seu cabelo bagunçado e seu hábito de me convencer.

Sabe quando o óbvio é tão óbvio que parece não ser verdade?

Pelo visto era.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Art por Arth

Você me diz mil discursos
e sorri com leveza no olhar

Explica o inexplicável, me abraça e me convence

Depois desaparece
Faz semblante

E volta tudo outra vez.

Não, não quero mais contar as gotas de chuva enquanto espero a tua atenção.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Confissão

Existem 2 caras no mundo
que passe o tempo que for
haja o que houver
eles dizem meia duzia de palavras
e eu arrasto um caminhão.